
Bom dia!
Mais uma semana está se concluindo, e o fim de ano está cada vez mais próximo. Confira no relatório de hoje as coisas que são relevantes para você empreendedor saber sobre essa semana que passou.
Na edição de hoje:
4 mudanças que impactarão os negócios em 2026
Governo brasileiro envia projeto de lei para regulação de IA ao congresso
Busca por qualificação e capacitação de IA aumenta
E mais…
Assunto destaque da semana
4 Mudanças que Impactarão os Negócios em 2026
#1 IA deixa de ser diferencial e vira requisito mínimo
A IA já não é mais uma tecnologia usada para impressionar investidores ou atrair manchetes.
Dados da Gartner mostram que mais de 80% das empresas adotarão soluções de IA até 2026. Há três anos, esse número não chegava a 5%. A McKinsey indica que organizações que implementaram IA em múltiplas áreas registram ganhos de produtividade entre 20% e 30%.
Não estamos falando somente de vantagem competitiva, mas também de paridade operacional.
O movimento mais relevante aqui não é a adoção em si, mas a mudança na natureza dessa adoção. A IA deixou de ser projeto piloto e virou competência essencial. Ferramentas no-code e low-code democratizaram o acesso. Pequenas empresas desenvolvem soluções sem equipes técnicas especializadas.
A barreira de entrada caiu drasticamente, e a tendência é cair cada vez mais.
Isso cria um cenário onde a pressão não vem mais da necessidade de inovar, mas da necessidade de não ficar para trás. Seus concorrentes já estão usando IA para precificar melhor, prever demanda, otimizar estoque, criar fluxos e personalizar atendimento. Se você não está, a distância aumenta a cada ciclo operacional.
A questão central é que a IA está se tornando parte da infraestrutura dos negócios, e não somente um diferencial como estava sendo no início.
E com a ascensão dos agentes autônomos. A Gartner projeta que três bilhões de máquinas B2B já atuam como clientes conectados à internet. Até 2030, esse número deve chegar a oito bilhões. Esses agentes compram, comparam, negociam e executam transações sem intervenção humana.
Buscas tradicionais devem cair 25% até 2026, substituídas por chatbots e agentes virtuais. Se o seu negócio depende de ser encontrado em mecanismos de busca convencionais, você está perdendo relevância.
Se o seu processo de venda não foi desenhado para interagir com agentes autônomos, você está ignorando um segmento de mercado que cresce exponencialmente.
#2 Equipes enxutas substituem estruturas inchadas
A ideia de que crescimento exige headcount proporcional está sendo desafiada na prática.
Empreendedores estão descobrindo que é possível escalar operações sem multiplicar pessoas, escritórios e custos fixos.
Essa mudança é ideológica e tecnológica. A IA, automação e ferramentas no-code permitem que times de duas a quatro pessoas especializadas façam o que antes exigia departamentos inteiros. O modelo de startup enxuta, que antes era mais teoria do que eficiência, agora é realidade operacional e palpável.
Você consegue montar equipe conforme necessidade, sem carregar overhead contábil de folha de pagamento fixa. A flexibilidade operacional aumenta. O risco financeiro diminui.
Mas claro que com isso, o fator que equipes pequenas exigem especialização profunda. Não há espaço para generalistas superficiais. Cada membro precisa dominar sua área com profundidade suficiente para compensar a ausência de suporte estrutural.
A produtividade individual se torna fator determinante de viabilidade.
#3 Cada vez mais, os consumidores vão exigir e priorizar a autenticidade
56% dos consumidores ao redor do mundo dizem que estão entusiasmados com serviços inovadores habilitados por IA que aceitariam falhas;
89% dos consumidores globais querem saber quando interagem com IA;
Na América Latina, 95% dos executivos reconhecem que a confiança do consumidor na IA definirá o sucesso de novos produtos e serviços.
Quatro em cada cinco executivos dizem que confiariam menos em uma marca se ela ocultasse intencionalmente o uso de IA (dado global);
Dois terços mudariam de marca, e metade pagaria mais para evitar IA oculta (dado global).
A forma como as pessoas escolhem as marcas muda constantemente, e a IA entrou como um fator relevante nessa equação.
Hoje cada vez mais, os consumidores querem autenticidade, clareza, valores compartilhados e conexão direta. Seus clientes querem saber quem você é, no que acredita, como pensa. Não quer só comprar seu produto. Quer fazer parte da sua comunidade.
E a IA pode ajudar ou atrapalhar nisso. E este é um fator importante que você empreendedor precisa saber, hoje já é intenso a repulsa ao conteúdo gerado por IA sem qualquer autenticidade humana (AI Slop).
O termo "AI slop" ganhou força para descrever a enxurrada de conteúdo genérico, superficial e sem personalidade que inunda plataformas digitais. Textos que soam vazios e copiados. Imagens totalmente artificiais. Vídeos roteirizados e criados por prompts óbvias e sem graça.
Tudo isso está fazendo com que as pessoas desenvolvam um radar sensível e crítico para detectar quando algo foi produzido sem intenção real ou simplesmente foi feito de qualquer jeito.
Isso cria um paradoxo, pois a ferramenta que aumenta produtividade pode destruir credibilidade se mal aplicada. O desafio é usar IA sem perder a humanidade e toque pessoal, seu e do seu negócio.
#4 Colaboradores querem, e vão usar mais IA
Relatórios recentes mostram que funcionários de todas as faixas etárias querem mais IA nas empresas, não menos. O dobro de trabalhadores afirma que abraçaria maior adoção de IA pelos empregadores em 2026, em vez de resistir.
61% dizem que IA torna suas tarefas menos monótonas.
48% estariam confortáveis sendo gerenciados por um agente de IA.
Se você ainda é do time que rejeita a IA e opera com ferramentas antigas, processos manuais e fluxos repetitivos, seus melhores talentos vão procurar quem oferece um ambiente mais tecnológico.
A competição por pessoas qualificadas não é mais só sobre salário ou benefícios. É sobre ambiente de trabalho tecnologicamente relevante.
E esta competição é acirrada, enquanto os talentos qualificados ficam cada vez mais escassos e exigentes.
Sua equipe quer usar IA para automatizar relatórios, gerar variações de copy, analisar dados de campanha, otimizar segmentações. Se você não oferece essas ferramentas ou nem sequer as apoiam, eles vão trabalhar para quem oferece.
Claro que a IA não substitui o trabalho criativo, mas ela elimina o trabalho repetitivo e libera espaço para trabalho estratégico. Seus colaboradores querem isso. Eles querem pensar, criar, decidir. Não querem preencher planilhas, copiar dados entre plataformas ou fazer tarefas que uma automação resolveria em alguns segundos.
Isso também significa que você precisa investir em capacitação contínua. Não basta dar acesso a ferramentas. É preciso apoiar, treinar pessoas para usar bem. Ensinar prompt engineering. Mostrar como integrar IA no fluxo de trabalho. Desenvolver senso crítico para avaliar outputs.
E esse está se tornando o grande assunto em todas as indústrias, a escassez e dificuldade de capacitação e achar grandes talentos que tenham formação em IA.
Notícias
Principais da Semana:
# Equilibrar IA e o fator humano é o novo impasse da publicidade
Pesquisas da AI Monitor 2025 da Ipsos mostram que 62% dos consumidores preferem campanhas com toque humano, prevendo ao mesmo tempo um impacto maior da IA na personalização. Além disso, de acordo com dados, cerca de 61 milhões de brasileiros utilizaram IA em 2025, o dobro de 2024, destacando a dificuldade em diferenciar conteúdos gerados por IA dos criados por humanos.
A IA cresce, mas podemos notar um efeito rebote onde vários clientes estão reprovando e evitando consumir qualquer tipo de conteúdo criado 100% por IA. Isso inclui desde anúncios, até mesmo vídeos e posts nas redes sociais.
# Companhias brasileiras já registram retorno médio de 16% sobre investimento em IA
Estudo “Value of AI” feito pela SAP em parceria com a Oxford Economics, mostra que as companhias de médio e grande porte no país investem, em média, US$ 14,2 milhões por ano em IA e já registram retorno médio de 16%, com projeção de chegar a 31% em dois anos.
Embora os investimentos anuais no país ainda sejam menores que em mercados como China (US$ 42 milhões) e Estados Unidos (US$ 37 milhões), as empresas brasileiras igualam a média global de retorno (16%) e demonstram confiança semelhante à dos principais centros econômicos, com 78% das organizações prevendo ROI positivo em até três anos.
# Robô com IA pode indicar uma nova tendência na experiência do cliente.
A JCDecaux, líder global em publicidade Out of Home (OOH), lançou o Robô OOH equipado com inteligência artificial para interagir diretamente com consumidores em ambientes como supermercados, estações de metrô e aeroportos. O robô detecta presença de pessoas, analisa expressões faciais para identificar interesse, conversa em múltiplos idiomas e exibe conteúdos personalizados sobre produtos, promoções e serviços, impulsionando vendas no ponto de compra.
A estreia ocorreu em dezembro de 2025 na loja do Carrefour em Pinheiros, apelidado de "Qualyzinho" para promover a margarina Qualy, expandindo para outras unidades na Grande São Paulo como Pamplona, Imigrantes, Osasco e Maria Campos
# Busca por qualificação e capacitação de IA aumenta
Desde o boom da IA até o momento atual, a busca por profissionais qualificados de IA continua. De acordo com uma pesquisa da Alura, esta busca aumentou em 66% entre profissionais e empresas no Brasil.
Mais da metade já buscou treinamentos específicos, mas o desafio agora é estruturar programas consistentes nas organizações para acompanhar a evolução rápida da tecnologia. Empresas investem em trilhas internas, parcerias com universidades e certificações para preparar equipes competitivas.
# Governo brasileiro envia projeto de lei para regulação de IA ao congresso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso uma proposta abrangente para regular a inteligência artificial no Brasil, focando em governança e impactos nos negócios. Esse projeto surge em um momento estratégico para o Brasil, que busca equilibrar inovação tecnológica com proteção de direitos fundamentais, inspirado em marcos globais como a Lei de IA da União Europeia.
Isso cria um marco legal previsível, incentivando investimentos em inovação sem burocracia excessiva inicial. Além de promover desenvolvimento econômico, inclusão digital e soberania tecnológica, com estruturas como o CBIA facilitando acesso a diretrizes claras e parcerias público-privadas.
Mas a ABIACOM, associação de empresas de TI, alerta para riscos graves: o projeto cobra responsabilidade total de quem usa IA de terceiros via API, como lojas online, mesmo sem controlar a tecnologia. Isso gera multas e processos imprevisíveis, freando a inovação e ignorando que PMEs e startups dependem de modelos prontos de fora. Sem ajustes no Congresso para diferenciar riscos altos de usos simples, pequenos negócios perdem contratações e crescimento, prejudicando o ecossistema brasileiro.
# Apenas 6% das empresas globais confiam totalmente na IA para lidar com os processos de seus negócios
O estudo da Harvard Business Review consultou 603 líderes empresariais e de TI globalmente em julho de 2025, mostrando que 43% limitam a confiança a tarefas simples, 39% a usos supervisionados e apenas 20% têm infraestrutura pronta. Apesar de 86% planejarem mais investimentos e 72% verem benefícios superando riscos, barreiras como qualidade de dados (15% prontos), cibersegurança e governança freiam a adoção plena.
# Brasileiros querem mais investimento em IA
Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a OpenAI, revela que 73% dos brasileiros com acesso à internet defendem mais investimentos em Inteligência Artificial (IA) para garantir competitividade global, enquanto 68% querem uma regulação que não impeça a inovação. Esse posicionamento surge em meio ao debate no Congresso sobre o PL 2338/2023, que busca equilibrar proteção e estímulo ao setor.
A pesquisa entrevistou 1.000 internautas acima de 18 anos em todo o Brasil, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, mostrando alta familiaridade com IA: 92% conhecem o tema e 62% a usam para estudar ou trabalhar
# xAI processa Apple e OpenAI por monopólio em IA
A xAI alega que a parceria entre Apple e OpenAI, anunciada no ano anterior para integrar o ChatGPT em iPhones, iPads e Macs, criou um acordo exclusivo que suprime concorrentes como o app X e o chatbot Grok. Essa integração prioriza o ChatGPT como "mecanismo de respostas" quando a IA nativa da Apple falha, fornecendo dados valiosos à OpenAI e bloqueando visibilidade de rivais na App Store. O processo descreve isso como uma conspiração de "dois monopolistas" para manter o domínio em uma era revolucionária de IA, comparável ao lançamento do iPhone em 2007, e busca bilhões em indenizações além de liminar contra práticas monopolistas.
# Wall Street aposta no estouro da bolha de IA
O assunto de bolha de IA está sendo discutido e falado em todos os cantos nesses ultimos 3 meses, e dessa vez os investidores de Wall Street já estão apostando no estouro dessa bolha no setor de IA devido a gastos e investimentos massivos nas big techs.
# Brasil é o 2º País que Mais Usa IA no Mundo
Pesquisa Cisco/OCDE revela Brasil em 2º lugar global no uso ativo de IA generativa (51,6%), atrás só da Índia. Estudo com 14.611 pessoas em 14 países mostra emergentes liderando: África do Sul (3º, 45,4%), México (4º). Jovens brasileiros (18-25 anos) adotam 54%, com alta confiança. Google/Ipsos confirma 54% de uso acima da média global (48%). Empresas veem retornos rápidos (SAP). Inversão histórica: Brasil supera EUA (31%) e Europa em adesão e otimismo, impulsionado por mobile e demografia jovem.
# Agentes de IA especializados dominam e superam modelos gerais em negociação
Agentes autônomos de IA superam modelos gerais em precisão de previsões e trades, processando dados em tempo real com até 30% mais acurácia (NVIDIA 2025). No Brasil, esses agentes revolucionam bancos e fintechs em renegociação de dívidas via WhatsApp (custo 5x menor), otimização de portfólios e conformidade regulatória.
Desafios éticos persistem, mas o hibridismo “homem-IA” impulsiona as finanças nacionais.
Recados finais
Por hoje é só!
Antes de você sair, deixe um comentário sobre o que achou do relatório dessa semana. Dessa forma poderemos melhorar nossa newsletter para você.
Te esperamos na próxima edição.
Toda segunda-feira às 10:00 no seu e-mail.
Até logo, e tenha uma boa semana!
Clique nos botões abaixo para:

