Bom dia!

Mais uma semana se inicia, e como de costume, aqui está o seu relatório com as coisas mais relevantes que aconteceram na semana passada.

No relatório de hoje:

  • IA e startups facilitam o autoexame de doenças

  • a16z aposta contra a bolha da IA

  • PwC 29 CEO survey trazem diversas informações

  • E mais…

Assunto destaque

IA e Startups Facilitam o Autoexame de Doenças

A detecção precoce de doenças graves sempre esbarrou em dois obstáculos: custo e conveniência. Ninguém quer ir ao hospital toda semana para fazer exames preventivos. 

Mas e se os exames viessem até você, em dispositivos do tamanho de um fone de ouvido ou um acessório de celular?

Sabemos que o setor de saúde está entre os setores mais promissores do mundo quando se trata de IA e tecnologia. E essas mudanças e conveniências, estão acontecendo agora, e os responsáveis, são as startups…

O primeiro caso é a startup Neurable que desenvolveu um headset que usa tecnologia de eletroencefalografia (EEG) para registrar e decodificar atividade cerebral em tempo real. O impressionante está em como a IA é aplicada: o algoritmo compara os padrões cerebrais do usuário com seu histórico médico, identificando desvios que podem indicar problemas de saúde antes mesmo dos sintomas físicos aparecerem.

O Apple Watch consegue detectar Parkinson, mas apenas quando o tremor já começou. Nesse ponto, o cérebro já vem lutando contra a doença há mais de uma década. Com EEG e IA, a detecção acontece antes dos sintomas visíveis. O dispositivo também identifica sinais precoces de Alzheimer e depressão.

Hoje, a Neurable já trabalha com o exército ucraniano para avaliar a saúde mental de soldados na linha de frente e ex-prisioneiros de guerra, detectando transtorno de estresse pós-traumático.

Além dela, também temos o caso da empresa francesa NAOX que seguiu um caminho parecido.

O foco da NAOX está na epilepsia, onde seus fones de ouvido com EEG capturam impulsos elétricos anormais no cérebro, sinais frequentes mas difíceis de identificar manualmente. A IA processa esses dados em tempo real, reconhecendo padrões que neurologistas levariam horas analisando de forma manual.

O dispositivo é projetado para uso noturno e monitora dados por várias horas consecutivas. A NAOX hoje, colabora com os hospitais Rothschild e Lariboisière, em Paris, para mapear a relação entre esses picos de atividade cerebral e o desenvolvimento de Alzheimer.

O terceiro e último caso é a Irihealth, subsidiária da especialista em biometria IriTech, está preparando o lançamento de um extensor para smartphones que escaneia a íris do usuário por cerca de 50 dólares.

A técnica por trás do dispositivo, chamada iridologia, apesar de ser cientificamente controversa, parte do princípio de que as cores e padrões da íris revelam informações sobre a saúde de uma pessoa. Apesar das ressalvas científicas, a IriHealth afirma que seu dispositivo alcançou 81% de precisão na detecção de anomalias em pacientes já diagnosticados com câncer de cólon. O modelo de IA usado nesta tecnologia foi alimentado com imagens de íris de milhares de pacientes, criando um sistema de classificação de risco.

Esses 3 casos mostram como o setor de saúde com IA está avançando rapidamente. Obtendo cada vez mais procura e investimentos.

Recentemente a OpenAI mostrou que mais de 200 milhões de usuários consultam o ChatGPT semanalmente em busca de informações sobre saúde. A empresa percebendo essa grande demanda, rapidamente respondeu lançando um chatbot que utiliza registros médicos e dados de dispositivos vestíveis para fornecer respostas personalizadas.

Ramses Alcaide (cofundador da Neurable) resume bem o momento dizendo “A medicina preventiva não funciona hoje porque ninguém quer ir ao médico o tempo todo para fazer testes. Mas e se você soubesse exatamente quando precisa ir?”

E essa pergunta abre o grande mercado de wearables, com dispositivos vestíveis que já monitoram frequência cardíaca, pressão arterial e níveis de glicose com graus variados de precisão. Anéis, pulseiras e relógios inteligentes estiveram por toda parte nos maiores eventos de tech, AI e saúde do mundo. Estima-se que esse setor deve atingir 195 bilhões de dólares até 2027, crescendo a uma taxa anual de 26%

E tudo isso pois a demanda geral dos consumidores é alta.

Notícias

Importantes da Semana:

# Pesquisa da PWC mostra que IA é divisor entre líderes e “atrasados”

Pesquisa Global CEO Survey 2026 da PwC, divulgada em Davos, mostra que só um grupo restrito de empresas converte IA em ganhos reais de receita e eficiência, enquanto 70% dos CEOs lutam com testes falhos. Essa lacuna ameaça competitividade pois líderes disparam, e os atrasados perdem confiança.

No Brasil, há otimismo acima da média, com profissionais mais adaptados, mas o risco é real pois sem ação, a lacuna cresce e dispara exponencialmente

# Andreessen Horowitz aposta US$3 bilhões contra bolha de IA

Andreessen Horowitz (a16z) levantou US$ 15 bilhões em janeiro de 2026, recorde de 18% do VC total dos EUA em 2025. Dos quais, US$ 6,75 bi vão para crescimento e infra de apps/IA; US$ 3 bi para estratégias de risco variadas (saúde, defesa); US$ 1,2 bi em "dinamismo americano" como aeroespacial e soberania tech. 

A mensagem que Ben Horowitz passa é de que a "América deve vencer tecnologicamente ou perderá tudo".

# Desconfiança e incerteza em IA é a principal preocupação dos CEOs em 2026

Ainda a respeito da 29ª CEO Survey da PwC, outro dado importante é que 42% dos 4.454 CEOs de 95 países veem a transformação via IA como principal preocupação, superando inovação e viabilidade. 

Apenas 30% confiam em crescimento de receita; 56% sem ganhos financeiros da tecnologia. No Brasil, 37% notam alta de receita, mas gargalos ainda são persistentes. Ja nos EUA, os americanos são mais pessimistas onde 38% temem disrupção do mercado.

Outros fatores como geopolítica e clima agravam ainda mais a incerteza.

# CEO da Nvidia diz que IA irá criar trabalhos ofícios com 6 dígitos

CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma no Fórum Econômico Mundial que boom de IA impulsiona maior construção de infraestrutura da história, criando empregos em ofícios como encanadores, soldadores, eletricistas e técnicos de rede qualificados com salários de seis dígitos (quase dobrados por demanda). Enquanto empregos de escritório enfrentarão automações

# Brasileiros estão acima da média global na adoção de IA

Pesquisa Google/Ipsos revela que 54% dos brasileiros usam IA generativa, superando os 48% mundiais. No trabalho, 78% aplicam diariamente para eficiência; 87% resolvem problemas cotidianos. Otimismo alto: 65% veem potencial promissor. Estudo com 21 mil em 21 países mostra Brasil como early adopter, com ganhos de produtividade de 79%

# 77% dos brasileiros tem planos de empreender na internet em 2026

Pesquisa da Locaweb revela que 77,2% dos brasileiros listam como meta para 2026 iniciar negócios na internet, com otimismo de 90% sobre o ano. A pesquisa foi realizada com 500 adultos de todo o país e destaca nichos promissores como: tecnologia e inovação (61%), saúde e bem-estar (51,2%), moda e beleza (48,2%), finanças (40,4%) e educação (35,2%).

Cerca de 60% querem lançar projetos novos até dezembro, e 17,2% expandir os projetos atuais. Também foram constatados alguns desafios como: como acompanhar IA (63,8%), alta concorrência (57,6%) e construir credibilidade (42,2%) 

# Super Agentes de IA serão destaques no varejo em 2026, aponta Jitterbit

Superagentes de IA, destacados pela Jitterbit, prometem redefinir o varejo em 2026 com automação autônoma e análises preditivas. Segundo o Gartner, 40% das aplicações corporativas integrarão esses agentes até o fim do ano, gerando US$ 450 bi em receitas de software até 2035. 

# Uso de IA nas empresas vai reduzir números de vagas para iniciantes

Dados da PwC retirados da sua 29ª CEO Survey, revelam que 60% dos CEOs brasileiros preveem corte em vagas para profissionais juniores nos próximos três anos, impulsionado pela IA que automatiza tarefas iniciais como análise de dados e suporte. 

Não somente isso, em Stanford foi registrado queda de 22% em contratações jovens nos EUA desde 2023. 

# Robótica com IA é oportunidade única para a Europa

Jensen Huang, CEO da Nvidia, declarou no Fórum de Davos que robótica impulsionada por IA é a "oportunidade única em uma geração" para a Europa. Com base industrial forte (Siemens, Mercedes, Volvo), o continente pode superar os EUA na "IA física" construindo robôs autônomos para fábricas, saúde e logística. 

Em 2025, setor captou US$ 26,5 bi em investimentos globais, com Tesla (Optimus) e DeepMind na vanguarda. Com projeções de investimentos ainda maiores para o ano de 2026

# IA vira funcionário extra em finanças de PMEs brasileiras

Estudo da InfinitePay com 6 milhões de clientes, analisou milhões de interações do assistente JIM em 2025 e identificou cinco usos dominantes: execução de pagamentos e transações (reduzindo burocracia bancária); consultoria em tempo real para decisões estratégicas como precificação e estoque; auditoria instantânea de caixa com relatórios de vendas e picos de movimento; criação de campanhas de marketing para redes sociais e WhatsApp; e análise de crédito com simulações para expansão.

Essa tendência desmistifica a resistência à tecnologia e repulsa a IA, mostrando também como a IA pode ser um reforço na equipe para crescimento sustentável. "O brasileiro é veloz em abraçar eficiência", afirma o executivo da InfinitePay

# Ascensão da IA na criação de vídeos domina redes sociais.

Desde a nova onda de “alimentos falantes” no tiktok e instagram, vídeos de IA já acumulam bilhões de views diários com um engajamento explosivo, democratizando a criação de conteúdo para todos, mas saturando feeds com material hiper-realista. 

No Brasil, G1 e Canaltech reportam o fenômeno indo de Reels a Shorts, 70%+ dos vídeos virais agora são gerados por IA, manipulando algoritmos e reduzindo jobs criativos tradicionais.

# Cofundador do LinkedIn diz que empresas estão usando IA de forma errada

Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, criticou duramente empresas que substituem equipes por IA sem ter alguma estratégia em mente. Hoff prevê falhas bilionárias e perda de inovação, além de citar casos virais, como o CEO canadense Wes Winder que demitiu devs por ferramentas como O1 e Cursor, prometendo "100x mais rápido", porém postou vagas de emprego semanas depois.

Hoffman defende IA como amplificadora humana: "90% dos jobs de dev sobrevivem se integrados direito". Relatórios do LinkedIn mostram 54% dos posts longos no LinkedIn possuem traços de IA, inflando textos corporativos vazios e sem valor. 

# “Qualquer pessoa com uma prompt pode virar um empreendedor”

No Fórum Econômico Mundial de Davos 2026, líderes como Satya Nadella (Microsoft) e Dario Amodei (Anthropic) debateram como a IA generativa elimina barreiras para empreender: basta um bom prompt para criar planos de negócio, marketing e protótipos. "Qualquer pessoa vira empreendedor", afirmaram os líderes.

A tendência de “solo founders” pode crescer cada vez mais enquanto a IA se desenvolve.

# Banco Mundial analisa relação entre inteligência artificial e produtividade na América Latina

O Banco Mundial diz que a IA pode crescer a produtividade em 2,3% ao ano na América Latina até 2030, adicionando US$ 1,1 a 1,7 trilhão à economia. Mas mais de 50% dos trabalhadores são informais, sem internet ou sem treinamentos. Não possuem também acesso a financiamentos, proteções sociais ou infraestrutura digital, o que corta os ganhos reais e eficiência pela metade, além de impedir a adoção ampla de IA.

O que deixa para trás toda a América Latina em comparação com as economias mais fortes e expostas aos recursos que potencializam a adoção de IA como acontece nos Estados Unidos e Reino Unido.

Recados finais

Por hoje é só!

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Toda segunda-feira às 10:00 no seu e-mail.
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