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#2 Afim de encontrar o melhor dia de postagem para que todos nossos leitores possam aproveitar nossos conteúdos na semana, estamos testando novos dias de postagens. Portanto, por agora, nosso novo dia de postagem será toda segunda-feira as 10:00!

Qualquer outra situação que possa impactar vocês leitores, nós avisaremos e iremos esclarecer. Contamos com o apoio e compreensão de todos vocês!

Mais uma semana está se concluindo, e como já sabemos, o mundo da IA e dos negócios não param. Confira no relatório semanal de hoje aquilo que é relevante você empreendedor saber sobre os dias de 29/11 a 07/12.

No relatório de hoje:

  • A IA e o modelo de consultoria

  • Gen-z representa 11% dos empreendedores atuais

  • Adoção de IA ainda é um problema

  • E mais…

Assunto destaque

A IA e o Modelo de Consultoria

A Bristol-Myers Squibb cancelou um contrato de um ano com uma grande consultoria; 

A Merck admitiu publicamente que seus parceiros estavam aprendendo às suas custas;

A CVS Health decidiu que sua equipe interna entendia melhor suas necessidades do que qualquer consultor externo.

Esses não são casos isolados de clientes insatisfeitos com consultoria, isso é o que parece com sintomas de uma possível crise neste modelo de negócio.

O mercado global de consultoria em IA cresceu de 1,34 bilhão de dólares em 2023 para 3,75 bilhões em 2024 segundo a Gartner. Aparentemente, o setor vai bem. Mas os números escondem uma realidade incômoda: a maior parte desse crescimento vem de contratos que não entregam o valor prometido.

Empresas relatam receber relatórios de 20 milhões de dólares sem nenhuma aplicação prática. Relatórios que resultam em promessas grandiosas, implementações fracas e clientes frustrados.

O CEO da Catalant, Pat Petitti, plataforma de consultores freelance, diz ouvir repetidamente de executivos: "eles vieram, cobraram 20 milhões e o que recebemos foi um relatório muito longo sobre para onde a IA está indo, sem nenhuma aplicação prática real"

A partir disso, entra em questão a IA que por muito pouco está trazendo resultados iguais ou até melhores que das grandes empresas de consultoria.

Tarefas que sempre justificaram equipes numerosas agora são resolvidas por algoritmos;

Análise de dados que consumia semanas acontece em minutos;

Relatórios que exigiam três revisores são redigidos por ferramentas generativas com precisão equivalente;

Pesquisas que demandam analistas juniores dedicados são executadas por sistemas de busca inteligente.

E muito mais…

O modelo de pirâmide das consultorias, onde associados juniores fazem o trabalho de base para que consultores intermediários sintetizem e seniores validem e entreguem, perde sentido quando a base pode ser automatizada.

Quando ferramentas de IA conseguem substituir associados juniores na pesquisa, consultores de nível médio na síntese inicial e analistas no processamento de dados, o que sobra? 

A resposta tem sido: gestão de clientes e interpretação de outputs de IA.

A Morgan Stanley integrou assistentes baseados em GPT-4 que recuperam pesquisas proprietárias e redigem resumos em segundos, economizando horas semanais apenas em documentação. A McKinsey, referência global do setor, já opera com mais de 12 mil agentes de IA apoiando o trabalho de seus consultores

De tudo isso, o que está acontecendo é que agora, equipes que antes precisavam de 14 profissionais agora funcionam com duas ou três pessoas. E que agora, estão começando a cobrar por resultado em vez de hora trabalhada, reconhecendo que o tempo deixou de ser uma métrica relevante.

As consultorias apostaram bilhões em capacitação de IA nos últimos três anos. Campanhas agressivas prometeram que ninguém implementaria IA melhor que elas. A PwC chegou a declarar em suas campanhas: "nós não trazemos promessas, trazemos resultados"

Mas quando os contratos começaram e a implementação real teve que acontecer, a realidade desmentiu o marketing.

Com o boom da IA, os clientes descobriram que os consultores frequentemente sabiam tanto sobre IA quanto as suas próprias equipes internas. Às vezes até menos. 

Magesh Sarma, executivo de estratégia da AmeriSave Mortgage, foi direto: "eles prometeram demais", e quando chegou a hora de construir casos de uso reais, "descobrimos que eles realmente também não tinham ideia de como fazer essas coisas. Eles eram tão bons ou tão ruins quanto nós conseguiríamos fazer internamente".

Greg Meyers, diretor de tecnologia da Bristol-Myers Squibb resumiu o problema com clareza cirúrgica: "quando você pensa em algo que é completamente novo, você realmente não pode comprar essa experiência". E foi ainda mais específico: "se eu fosse contratar um consultor para me ajudar a descobrir como usar Gemini CLI ou Claude Code, você vai descobrir que um parceiro de uma das Big Four não tem mais ou menos experiência do que um estudante universitário que tentou usá-las"

Esse descompasso entre discurso e capacidade está custando credibilidade ao setor.

Mas apesar disso, nem tudo ainda pode ser automatizado. A IA ainda tem dificuldade especificamente com 3 coisas:

  • Definir um problema real

  • Interpretar contextos suits

  • Adaptar estratégias a mudanças inesperadas no negócio

Clientes raramente chegam com problemas bem definidos. Frequentemente é o consultor que identifica a questão subjacente, pois a IA armazena informação, mas não conecta contextos da forma que um humano experiente faz. Um algoritmo pode recomendar eficiência, mas não considera as implicações éticas ou organizacionais daquela decisão.

É por isso que para decisões que envolvem múltiplas variáveis, trade-offs complexos e riscos reputacionais, empresas ainda pagam por julgamento humano. A confiança e o contexto ainda dependem de relações humanas.

A IA claramente está influenciando o setor, claramente a consultoria não deixará de existir, mas os tipos de consultorias estão mudando. Agora é menos sobre análise, e mais sobre interpretação estratégica.

As grandes consultorias globais como McKinsey, BCG e Deloitte estão apostando que em quatro ou cinco anos, quando a tecnologia amadurecer e elas tiverem um playbook consolidado, voltarão a dominar. Pode ser verdade. Mas até lá, muitos clientes terão aprendido a fazer internamente o que antes terceirizavam.

Notícias quentes

O Que é Importante Saber:

# Primeiro ciberataque em escala por conta de agentes de IA

A Anthropic, criadora do Claude, revelou ter detectado e contido o que descreve como o primeiro ataque cibernético em larga escala executado predominantemente por agentes de inteligência artificial. O ataque inédito, com motivação geopolítica (grupo patrocinado pelo Estado chinês), conseguiu manipular o modelo Claude Code para tentar infiltrar cerca de 30 alvos globais, incluindo gigantes de tecnologia, instituições financeiras, indústrias químicas e órgãos governamentais.

# Natura potencializa o modelo de negócios de consultorias com IA

A Natura desenvolveu uma ferramenta digital com foco em análise personalizada da pele alimentada por IA, que potencializa o trabalho das aproximadamente 2 milhões de consultoras de beleza da marca. A solução exemplifica como IA pode ser integrada em modelos de distribuição descentralizados, aumentando capacidades de consultoras sem substituí-las. Para empreendedores em setores como beleza, saúde e bem-estar, o modelo Natura demonstra a oportunidade de desenvolver ferramentas de IA que aumentam a produtividade da força de vendas distribuída em vez de automatizá-la completamente.

# Anthropic lança o Claude Opus 4.5.

O Claude Opus 4.5, foi descrito como inteligente, eficiente e o melhor do mundo para escrita de código, agentes e uso de computadores". O modelo supera benchmarks técnicos anteriores e é o primeiro a ultrapassar 80% no benchmark SWE-Bench, ficando à frente de inteligências artificiais de Google e OpenAI. Em testes internos, o Claude Sonnet 4.5 conseguiu criar um aplicativo web do zero e realizar sessões de codificação autônoma por 30 horas seguidas, superando as sete horas do modelo anterior.

# IA agentica domina o mercado em novembro

  • Google lançou SIMA 2 (Scalable Instructable Multiworld Agent), um agente alimentado por Gemini que navega, raciocina e aprende em mundos virtuais 3D. 

  • Microsoft apresentou Agent 365, seu sistema de controle multi-agente. 

  • OpenAI lançou GPT-5.1, que apresenta raciocínio adaptativo ajustando dinamicamente o tempo de processamento conforme complexidade da tarefa.

A infraestrutura global em suporte a IA ultrapassou US$ 88 bilhões em comprometimentos, sinalizando confiança contínua no crescimento tecnológico.

# Geração Z representa 11% dos empreendedores no Brasil

Empreendedores digitais, a Geração Z (nascidos 1995-2009) já ocupam a porcentagem de 11% dos donos de PMEs no Brasil, segundo o estudo Panorama PME Brasil 2025 da Visa e BMC. 

# Adoção da IA no Brasil ainda continua sendo uma dificuldade

Apenas 5% das empresas brasileiras que adotam Inteligência Artificial (IA) conseguem retorno financeiro significativo, apesar de cerca de 50% já utilizarem a tecnologia. Principais barreiras incluem falta de métricas claras (apenas 7,7% medem ROI), custos elevados, integração complexa e foco em aplicações genéricas sem impacto profundo. 

Outros dados também, segundo a TI Inside diz que 74% das empresas consideram a IA fundamental para o futuro, entretanto, menos da metade dessas empresas usam a IA em soluções na operação.

# 5 mil pequenos negócios participam de imersão em IA com Sebrae

Cerca de 5 mil empreendedores participaram da primeira edição do Órbita Sebrae, um evento online que aconteceu nos dias 29 e 30 de novembro, focado em desmistificar e ensinar a aplicação prática de inteligência artificial nos pequenos negócios. O programa incluiu painéis, oficinas e bate-papos com especialistas, visando capacitar os participantes a aprender, adaptar e escalar suas operações com ferramentas de IA.

# Estudo McKinsey informa que 57% das horas de trabalho nos EUA já são automatizáveis.

Relatório do McKinsey Global Institute de novembro de 2025 indica que tecnologias de IA atuais têm potencial técnico para automatizar 57% das horas trabalhadas nos EUA, focando tarefas rotineiras como processamento de dados e análises básicas. Esse número reflete análise granular de 800+ ocupações, mas não implica desemprego em massa, pois apenas 30-40% dos empregos são altamente automatizáveis em seu todo. A ênfase está em complementariedade: IA lida com volume, humanos com julgamento e contexto.

Nos próximos anos podemos ver mais iniciativas explorando esse dado, tanto nos EUA quanto para o resto do mundo.

# Brasil entra no hotspot de IA após investimento bilionário do Tiktok

A ByteDance, dona do TikTok, anunciou investimento de mais de R$ 200 bilhões (cerca de US$ 37,7 bilhões) para construir seu primeiro data center na América Latina, no Complexo Industrial de Pecém, Ceará, consolidando o Brasil como hub regional de IA. 

Esse investimento posiciona empreendedores brasileiros como líderes regionais, facilitando parcerias e funding para negócios digitais escaláveis além de também sinalizar estabilidade e potencial, chamando investidores globais para startups locais de IA, apps e dados.

Recados finais

Por hoje é só!

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Te esperamos na próxima edição.
Toda segunda-feira às 10:00 no seu e-mail.
Até logo;

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